“ Papai Noel velho
batuta rei dos miseráveis! Aquele porco capitalista! Presenteia os ricos, cospe
nos pobres!”
Meu sobrinho de quase dois anos está na melhor fase, ou no começo da melhor
fase para ter loucura por papai Noel. Também pudera. É uma figura perfeitamente
pensada para crianças. Gordo, barba branca, risonho como os bebês com aquele “Hohoho”
amigável, e vermelho. Uma das três primeiras cores que os bebês conseguem
enxergar, e a mais forte delas. É cercado de outras coisas coloridas como
enfeites, presentes, flocos de neve, estrelinhas e bichinhos fofos. O fato é que o Natal sempre me estressa.
Tirando o prazer de ver bebês felizes por causa do bom velhinho, me incomoda conforme vai chegando a festa cristã. E não é por que muitas noites
de Natal meu pai foi comprar cigarros e voltou no ano novo. Embora pudesse ser
este o motivo. Ele devia se sentir mal por não poder encher a casa de
presentes, não querer por roupa vermelha de frio, nem cantar jingle Bells a
meia noite!
Festas juninas sempre
fizeram muito mais sentido, é alegre e divertido, tem mais interação. E eu sou
a favor da cura pelo riso, pela graça, a reflexão pode vir depois do sarro e
ser genuína. Não curto crescimento forçado pela dor. Natal é uma depressão! E quem não tem família? Ou mora longe dela?
Extremamente anti-democrático!
Nem vou falar das
pessoas que gastam seu décimo terceiro salário comprando presentes de amigo,
inimigo secreto, mais o presente do chefe, da esposa, das crianças. E por pura
obrigação, nada a ver com presentear alguém com algum objeto, velho, novo, caro
ou barato, ninguém pensa com carinho naquilo. Pensa se pode pagar ou não, e
compra. E os que querem renovar a casa? Se endividam, pagam juros que calculam
o dobro do valor das coisas. Me irrita muito, fazerem isso... Outra coisa,
papai Noel só distribui presentes por que é um velho rico dono de uma fábrica
de brinquedos que não vendeu muito o ano todo. Não tem família por que não
aceita seu filho gay ter adotado um bebê. É cercado de mamães noelas novinhas,
e duendes fumadores de ópio. Sente a “marvada culpa cristã” e por isso,
marketeiramente sai “distribuindo” presentes. E seus súditos agem igual. Mas
gastam tudo o que tem para fazer isso e se livrarem da culpa cristã.
Aquela comilança
descontrolada, as cidades que disputam a casa mais iluminada, nada a ver com
bom gosto, mas com poder aquisitivo, gastando um monte de energia. Me irrita
explodir aquele monte de fogos e aquele monte de bêbados batendo seus carros,
numa data que deveria ser reflexiva e de ajuda ao próximo! Ninguém lembra de Jesus molequinho, mal
nasceu e já estava ameaçado de morte pelo império romano.
E os que resolvem
fazer caridade porque é natal? Caridade é o ano todo! Cada um como pode. Madame
leva roupas usada ( que ela não quer mais) para doar em Diadema, e se sente
madre Teresa de Calcutá por isso. Sendo
que ela mora no Morumbi ao lado de uma favela que ela nunca ajudou.
Inclusive a empregada dela, que está na
casa todo dia, por que nunca se juntaram para fazer caridade?
Palavras bonitas e transformadoras empesteiam o facebook e a caixa de entrada do
email. A maioria delas tão... falsas. Penso que devo escrever uma crônica legal
pra postar no Angu, algo reformador e natalino.
Que preguiça. Todas essas atitudes deveríam ser feitas o tempo todo, ser
incorporadas a pessoas. Se somente afloram nas pessoas agora, que seja de
verdade e não máscara. Mas não é isso o que mais me irrita.
Insuportável de
verdade, é ver os motivos natalinos todos ambientados na neve, no Natal que
acontece no Brasil. Nada mais cruel que as vestes do papai Noel. Levei meu
sobrinho para vê-lo no shopping e ele não estava lá para receber as crianças devido
aos casos de pedofilia. Não se pode mais sentar no colo do bom velhinho. Foi
proibido. As mamãe-noelas que trabalham no shopping são mau humoradissimas de
tantos pais tarados ficarem dando em cima delas.
Um inferno em vez de um tempo de paz... Então os papai noéis
que perderam emprego por causa dos pedófilos, migram para Teodoro Sampaio lotada
naquele calor de dezembro. Eles soam litros mas não podem emagracer de jeito
nenhum, se não perdem o emprego de novo.
Quantos profissionais de cultura e de moda são formados todos
os anos, e ninguém ainda pensou numa solução para mudar isso. Não é só o
figurino agoniante de papai Noel, mas o que diabos significa aquele tanto de
bonecos de neve? Que criança brasileira já fez uma porra de um boneco de neve
na vida? Só algumas milionárias e muito provavelmente por insistência dos pais.
Por que não inventam algum outro símbolo tropical para Natais tropicais,
gente? Adaptem isso façam alguma coisa
assim não pode continuar, é ridículo!
Para agradar as crianças os Estados Unidos adaptaram O “dia
de los muertos”para “halloween” com aquelas abóboras e o tal dos “doces ou
travessuras”. Nós não podemos deixar o Natal continuar a ser isso! Deve haver
um jeito de ele permanecer gordo, vermelho barbudo, com uma mala mágica aonde
ele troca de roupa ao chegar Brasil,
poxa. As pessoas se acumulando na avenida Paulista naquele calor infernal, pra
tirar fotos daqueles enfeites natalinos que são importados. E remetem ao frio
do pólo norte. Dá agonia só de olhar, e querem fotografar. Os papai noéis tocam
jazz. Por que não botam um papai Noel
com pandeiro? Os duendes de bermudas, umas fadas voadoras mais arejadas, sei lá.
A propósito... De qualquer modo, desejo um feliz Natal a
todos! Não comam muito, faz mal. Se iluminem, sintam paz em meio a euforia do
fogos de artifício. Construa ao seu redor a sua saúde física e mental e estará em
harmonia. Usem roupas leves e claras, bebam bastante água e comecem os
exercícios. No ano novo, faça boa
passagem, e tente coisas novas para
objetivos velhos ainda não alcançados, que você ainda quer que chegue.
Se permita mudar de idéia, aumente suas capacidades, há um ano inteiro na
frente para isso. E claro, que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso saúde pra dar e
vender. Que venha 2013, trazendo alegria de viver em todos como são onde estão,
se transformando como podem a melhor maneira.
Até o ano que vem! Pronto. Acho que consegui.

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