sexta-feira, 18 de maio de 2012

O moderno trem subterrâneo

  Senhoras e senhores, olá!  Hoje é o dia de minha estréia no Angu! Aqui farei argumentos crônicos, sobre nossa cidade querida e extraordinária São Paulo. E outras "cocitas más".


 Oque não vai faltar aqui é assunto.  Tratando-se de São Paulo, assuntos extraordinários!  Hoje por exêmplo, dois trens do metrô na linha vermelha se chocaram de frente! Ferindo onze pessoas e atrasando inúmeras outras. Chocando a nós que recebemos esta notícia. Se bem que uma vez um helicóptero pousou de baixo da ponte Eusébio Matoso, bem no horário do rush, entre outras coisas malucas que só acontecem em Sampa Babylon City. Deixo pra me apresentar melhor numa outra crônica.
  Eu já ía mesmo falar de metrô, estava na dúvida se estreava com este assunto ou não, mas com uma notícia dessas, decidido está.
 O metrô é o futuro. É oque pode salvar nosso problema de locomoção. Especialmente quando não se chocam de frente. Um trem que passa de baixo da terra! Quer coisa mais moderna?  Dificilmente atrasa, não pega trânsito, e mesmo que lote as vezes, não é tão cheio de problemas como o ônibus. É uma das boas soluções que inventaram para cidades modernas.
  Este ano começou a funcionar a linha amarela de metrô em São Paulo. Liga o Butantã á Luz. Este acontecimento foi tão esperado, uma urgência que precisava acontecer. E ainda há muitas linhas a inaugurar, e precisa fazer mais metrô! São Paulo é grande e super lotada.   Ouvi dizer que nosso sub-solo é muito rochoso, por isso foi tanta a demora de algo tão necessário. As máquinas furadoras alemãs demoram mais tempo para perfurar nossas duras rochas, atrasando as obras. Será?
 Mas agora que ficou pronta a parte que eu utilizo, que glória! Chego rapidinho a Paulista! Nunca choquei com nenhum outro trem. Pena que não tem mais o cinema Belas Artes. Desceria na estação Paulista que tem saída para a Consolação e estaria no cinema rapidinho. Curioso: a estação Paulista tem saída na rua da Consolação e a estação Consolação tem saída na Avenida Paulista. Coisas da vida. E de nossa descendência portuguesa?
 Mas o túnel que une a linha amarela a verde, que me leva do meu metrô que sai do Butantã atá a avenida mais importante da cidade, é o motivo desta crônica. Trata-se de um grande corredor, que faz uma curva e traz um segundo corredor que ao seu final tem escadas rolantes. Publicidades dos dois lados. Ouve-se a cavalaria das pessoas marchando aonde irá dar em escadas rolantes. Estas terminam em catracas enfeites (pois não servem para nada somente foram colocadas ali) e então chega a parte mais épica do caminho da roça para a civilização. Uma super rampa túnel do futuro, com esteiras rolantes.   Duas que sobem e duas que descem. Sendo três eletrônicas, e uma no meio para caminhar. O teto é um arco. 
 O povo não acostumado a isso estaciona nessa esteira, nos obrigando  a parar de andar no caminho, para apreciar a parede. Cronometrei o tempo que leva. São quase 5 minutos só neste trecho. O percurso toda dá uns 10.
 Toda esta parede, do lado direito e do lado esquerdo tem mais publicidade. Enorme.  Parecem duas gigantescas telas de cinema.   Uma vez estava até engraçado, do lado esquerdo um anúncio enorme do filme “Fúria de Titãs” cheio de monstros mitológicos sanguinários, imagens gigantes e amedrontadoras. E do outro lado o direito, os cabelos de Rapunzel  anunciando o filme animação “Enrolados”.
 Mudaram agora para publicidade de telefonia. De uma lado a internet Claro com uma foto gigante de Ronaldo fenômeno e Neymar jogando videogame on-line. E do lado esquerdo  para internet de Vivo, simplesmente a imagem de Pelé. Neymar ou Pelé, Claro ou Vivo? Cinco minutos inteiros para pensar nisso.
O prefeito havia proibido publicidade em out-door na cidade porque a sujava e também porque distraia os motoristas. Gente, as paredes deste túnel são como duas telas de cinema colocadas uma do lado da outra, totalizariam quatro. Dá até tontura passar ali e ver aquilo andando na esteira. Fora as outras dos corredores.
Uma cidade para desenvolver-se tem que desenvolver seu meio de transporte em especial o público. E a vida sub-terrânea de Sampa aumenta mais um pouquinho. Deve aumentar muito mais. Tem que educar o povo a usar direito, urgente. Ao sair de um trem para o outro lado onde se pode caminhar, é impossível atravessar a multidão que vai para a outra plataforma. E até difícil de explicar aqui, como funciona. É um caos. Um caos que pára na esteira rolante, para ver Pelé, Neymar, Ronaldo. E vamos caminhando. Passinhos curtinhos até chegar lá! Eu ía dar umas sugestões aqui, de organização e educação, mas depois que dois trens se chocaram de frente, deixe isso pra lá hoje e outro dia falo mais de metrô!

Um comentário:

  1. Puxa...Não tinha pensado dessa maneira. O caminhar por 5 minutos (também não sabia nem nunca cronometrei) sendo obrigado a ver a cara do Neymar fazendo biquinho sentado num sofá ao lado do Ronaldo com sua protuberante dentadura a sorrir enquanto visualiza um equipamento (um game, um ipad, ipod, videogame, tablet ou o que o valha) sempre me incomodava, mas, o incômodo vinha da sensação de movimento que a montagem da foto produz juntamente com o aclive do túnel (me dava náusea), por isso passava por este caminho tentando imaginar outra paisagem. Agora com suas observações me pus a pensar: Porque em cima não pode (out door gigantes) e em baixo pode? Vou pensar melhor a respeito...sempre se pode fazer algo quando se observa, se comenta, se pensa a respeito. Basta querer. Bjo e Parabéns pelo texto.

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